12/07/2022

Obras de estudantes da Apae vão embelezar cabines de hidratação em Porto Alegre

Um projeto que visa chamar aten√ß√£o para a sustentabilidade ambiental come√ßa a ganhar forma em Porto Alegre. Estudantes de unidades da Associa√ß√£o de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) est√£o produzindo pinturas, fotografias e poemas que v√£o embelezar m√°quinas de compartilhamento de √°gua - que ser√£o instaladas na Capital - com mensagens sobre a import√Ęncia da preserva√ß√£o do meio ambiente. At√© o final do ano, pelo menos dez cabines de hidrata√ß√£o devem ser disponibilizadas em parques e pra√ßas com o material produzido pelos alunos.

A empresa Purificatta, que vai ceder as m√°quinas para a cidade, e a entidade firmaram acordo na unidade Nazar√©, no Gl√≥ria, para a produ√ß√£o das obras. Cada uma vai ter 2m x 1m06. Entusiasmado com a ideia de produzir uma obra para o projeto, o aluno Michael Chaves de Ara√ļjo, 32, quer chamar aten√ß√£o para a import√Ęncia de preservar o meio ambiente. ‚ÄúVou fazer um desenho com uma tem√°tica sobre o desmatamento da Amaz√īnia‚ÄĚ, garante. Ara√ļjo revela que atrav√©s da pintura aprendeu a ver o ‚Äújeito da natureza‚ÄĚ. ‚Äú√Č um projeto que me alegra, faz eu ajudar a natureza, limpar o meio ambiente e ajudar o ambiente a ficar limpo‚ÄĚ, afirma.

Especialista educacional da Apae Porto Alegre, Joseane Cancino, explica que 20 alunos das unidades Nazar√© e Doutor Jo√£o Alfredo de Azevedo v√£o participar do projeto, cuja orienta√ß√£o √© do professor de artes Alexandre Martinelli. Com foco na sustentabilidade ambiental, o tema central √© ‚ÄúAtitudes que melhoram o planeta‚Äú. ‚ÄúDentro dessa proposta, o professor conversou com as equipes, seja na educa√ß√£o ou na assist√™ncia, que est√£o participando, e eles v√£o realizar trabalhos de pintura, fotografia ou poemas‚ÄĚ, explica.

Conforme Joseane, o tema da sustentabilidade √© um dos norteadores do trabalho, com mensagens que tratam da necessidade de preservar o meio ambiente. ‚ÄúQuando a gente tem uma proposta de trabalho como essa √© muito significativo, porque existe um envolvimento maior dos colaboradores, das equipes e, principalmente, dos estudantes que acham um barato‚ÄĚ, avalia. √Č promover a inclus√£o in loco, porque voc√™ est√° colocando o que de melhor o ser humano tem, aquilo que o aluno ou o estudante est√° produzindo aqui dentro do espa√ßo‚ÄĚ, completa.

Joseane refor√ßa que a valoriza√ß√£o do trabalho representa uma conquista para os estudantes. ‚ÄúEle olha para um familiar ou para o respons√°vel, e mostra que foi ele quem fez. Neste momento, com essa ideia de poder divulgar pra sociedade, vai ser melhor ainda, porque o impacto vai ser maior, ali vai estar o nome dele, aquela foi a ideia dele. O professor trouxe o tema, mas quem fez a condu√ß√£o daquele trabalho, quem fez toda a ideia foi o aluno. Isso que √© legal, √© esse impacto que vai causar de forma dupla‚ÄĚ, observa.

Diretor comercial da Purificatta, Rafael de Souza afirma que o projeto social foi criado com dois objetivos: dar √°gua pra quem precisa e recuperar um pouco de pl√°stico que √© atirado na natureza. Souza destaca que uma cabine de hidrata√ß√£o j√° foi colocada na Orla do Gua√≠ba, onde os usu√°rios t√™m acesso a √°gua de gra√ßa e de forma ilimitada. ‚ÄúDesde que a m√°quina foi instalada, ela come√ßou a contabilizar a quantidade de garrafas que deixaram de ser descartadas no meio ambiente a partir do uso da m√°quina. E a gente conseguiu atingir a meta de 12 mil embalagens que deixaram de ser descartadas por m√™s por causa do uso de uma m√°quina‚ÄĚ, afirma.

Conforme Souza, o objetivo √© expandir o projeto e lev√°-lo a outras cidades. Al√©m da sustentabilidade, a ideia √© garantir inclus√£o social. ‚ÄúVamos expor a arte deles naquela casinha que fica em volta da m√°quina pra que a gente consiga unir a sustentabilidade, o projeto social e a inclus√£o social na mesma pegada, iniciativa p√ļblico-privada, levando √°gua de qualidade pra todo mundo de uma maneira sustent√°vel, de prefer√™ncia, preservando a natureza‚ÄĚ, destaca. Outras cabines de hidrata√ß√£o devem ser instaladas na Pra√ßa da Encol, no Bela Vista, e no Parc√£o, no Moinhos de Vento.

O presidente da Apae, Renato Luiz Ferreira, explica que a iniciativa ‚Äúcaiu como uma luva‚ÄĚ para divulgar o trabalho dos alunos da institui√ß√£o. Conforme Ferreira, a entidade precisou se desdobrar durante a pandemia para dar continuidade √† assist√™ncia aos alunos, que passaram a fazer trabalhos em casa. ‚ÄúTemos v√°rios artistas dentro da institui√ß√£o e algumas obras j√° est√£o prontas pra colocar em pain√©is. √Č gratificante ver a institui√ß√£o sendo divulgada, a inclus√£o dos nossos alunos, que √© isso que eles precisam, sair do anonimato e colocar eles pra popula√ß√£o‚ÄĚ, destaca.


Foto: Matheus Piccini


Reprodução | Matéria veiculada no jornal Correio do Povo

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